Novo iPad é o mesmo, só que melhor
Na verdade, o novo iPad deveria se chamar iPad 2S. No passado, a Apple adicionou a letra S para novos modelos de iPhone que não eram exatamente novos, mas tinham avanços consideráveis (iPhone 3GS, iPhone 4S).É exatamente isso que ocorre com o novo iPad. As novidades deixam o aparelho novamente no topo do mercado de tablets, um pouco à frente de seus rivais com Android, mas o aparelho não explora novas possibilidades de uso.
Tela
A maior novidade é o que a Apple chama de Retina Display. Como a tela
do iPhone 4S, é uma tela extremamente nítida. Tem quatro vezes o grau
de nitidez da tela do iPad 2. Na verdade, é a tela mais nítida de
qualquer aparelho móvel. Essa tela tem 3,1 milhões de pixels, 1 milhão a
mais do que uma TV com resolução Full HD (pelo menos é isso que diz a
Apple, parei de contar os pixels após três dias).
Em tese, essa avalanche de pixels quer dizer que fotos, vídeos, mapas
e textos são exibidos de forma detalhadíssima. E, nos aplicativos que
já foram atualizados para a nova tela, isso realmente acontece. Os
aplicativos da própria Apple, como Photos, Maps e iBooks, são
incrivelmente detalhados.
Isso se repete nos outros aplicativos pagos da Apple, iMovie,
GarageBand, Numbers e Pages. E o novo aplicativo iPhoto é sensacional.
Mas os aplicativos que não foram recodificados não aproveitam os
recursos da tela. Em boa parte dos aplicativos o texto é automaticamente
reajustado para a nova resolução, mas isso não acontece em todos eles.
Depois de ler um texto incrivelmente nítido em aplicativos como Mail e
Safari, dá um certo desânimo ler texto com fontes convencionais, como no
aplicativo do Kindle (a Amazon está criando uma versão otimizada para a
nova tela).
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